A fórmula opressora de Alisson de Robson com os aliados
Máscara de cordeiro, garras de lobo: o método opressor de Allyson Bezerra não poupa nem os próprios aliados
A propaganda eleitoral meticulosamente arquitetada tenta vender ao Rio Grande do Norte a imagem de um gestor moderno, agregador e sereno. No entanto, por trás da embalagem publicitária milionária, desce o pano e surge a face autoritária da política: o candidato ao governo Allyson Bezerra mostra que não tolera divergência, autonomia nem pensamento crítico. Para ele, a fidelidade partidária não é construção coletiva; exige subserviência absoluta. Quem ousa caminhar com independência, sem beijar-lhe a mão, vira alvo sumário de perseguição.
O caso emblemático envolve o vereador e candidato a deputado federal Matheus Faustino, do mesmo União Brasil. Ao expor que teve recursos da legenda asfixiados após percorrer prefeituras do interior sem pedir bênção aos caciques do grupo, Faustino foi recompensado não com diálogo político, mas com uma ação judicial patrocinada pelo próprio colega de chapa, acompanhada de pedido expresso de aplicação de multa.
Trata-se de um expediente implacável: primeiro, isola-se o companheiro de legenda no rateio do fundo partidário; em seguida, tenta-se estrangular financeiramente a voz dissonante nos tribunais. Enquanto o grupo íntimo do poder concentra montantes astronômicos — com valores superiores a R$ 1 milhão destinados à esposa do prefeito e quantias ainda mais vultosas irrigando a cúpula restrita através das mesmas agências de marketing —, os demais correligionários enfrentam a escassez e o cerceamento.
Quem não se prostra diante do projeto pessoal de poder do prefeito de Mossoró é tratado como adversário a ser silenciado. Faustino sintetizou o cenário com precisão: trata-se do verdadeiro "lobo em pele de cordeiro", figura que prega renovação nas redes sociais, mas adota práticas de coronelismo contra quem caminha sob sua própria bandeira.
O episódio emite um alerta claríssimo à sociedade potiguar: se Allyson Bezerra é capaz de tratorar, boicotar e judicializar os próprios correligionários que apenas cobram tratamento equânime, qual será a postura reservada aos cidadãos, à oposição e às instituições caso alcance a chefia do Palácio de Despachos de Natal? A resposta está nos autos e na conduta autoritária revelada em praça pública.



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