A gambiarra e a maquiagem permanece
- 25 de jun.
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**INCLUSÃO OU EXCLUSÃO: A MAQUIAGEM DE MOSSORÓ NO JOGO DA EDUCAÇÃO ESPECIAL**
Mossoró precisa deixar de viver de aparências. O discurso oficial, sob as luzes do plenário, ecoa promessas grandiosas sobre acolhimento, pintando um cenário perfeito para a educação pública. No entanto, quando a poeira dos palanques assenta e a realidade bate à porta das salas de aula, a maquiagem cai, revelando uma estrutura que caminha a passos lentos.
Em audiência pública, a própria gestão reconheceu que os 70 professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE) ativos na rede municipal são insuficientes. O diagnóstico verbalizado pelas autoridades foi claro: a demanda real exige um contingente muito maior para garantir o suporte adequado aos alunos com deficiência.
Contudo, a resposta prática do Executivo veio na contramão da urgência declarada. A Lei Complementar sancionada em 23 de novembro de 2023, que autorizou a abertura de novas vagas efetivas via concurso público, reservou exatas 6 vagas para o AEE. Diante da vastidão da rede escolar do município, esse número surge como uma gota d'água no oceano.
Essa disparidade expõe o abismo entre a retórica política e o pragmatismo das ações. Enquanto os textos legais asseguram direitos e equivalência salarial, o número irrisório de novos profissionais sinaliza que a inclusão plena continua em segundo plano, mascarada por medidas superficiais que não resolvem o problema estrutural.




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