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Agonia de quem estuda em Mossoró e mora em icapui

  • 8 de jun.
  • 2 min de leitura

Icapuí: A agonia dos universitários e o mistério da "caixa-preta" da ASSUMI

A educação superior em Icapuí vive um cenário de incertezas e humilhação. Para centenas de estudantes, o sonho do diploma tornou-se uma batalha diária marcada pela precariedade, enquanto pairam dúvidas graves sobre a gestão da Associação Universitária do Município de Icapuí (ASSUMI).

A Lei Municipal nº 1088/2026 deveria garantir tranquilidade aos alunos. O texto legal prevê um repasse vultoso para cobrir o transporte desses estudantes até Aracati e Mossoró. Durante a gestão do ex-prefeito Raimundo Lacerda Filho, iniciada em 2018, o município repassava cerca de trinta por cento dos recursos, mas, sensível à dor dos universitários, Lacerda instituiu o financiamento integral, custeado totalmente pelos cofres públicos.

Hoje, porém, a situação mudou drasticamente. Os empresários do transporte paralisaram as atividades este ano por falta de pagamento, deixando os estudantes à deriva. O presidente da ASSUMI, que age como se fosse dono da entidade, recusa-se a realizar eleições e parece blindado pela atual gestão da prefeitura, gerando um mistério sobre onde estão sendo aplicados tanto os repasses públicos quanto a arrecadação da própria associação.

A matemática da opressão é clara: estima-se que trezentos associados paguem uma taxa trimestral de setenta reais. Isso resulta em uma arrecadação anual de oitenta e quatro mil reais, um montante expressivo que, somado aos recursos da lei municipal, deveria garantir uma infraestrutura de qualidade. Em vez disso, a ASSUMI não possui sede física adequada e nem mesmo um computador.

O pior é a postura autoritária: se o estudante não efetuar o pagamento dessa taxa, o presidente manda monitores impedirem o aluno de subir no ônibus, cortando seu direito de ir e vir para a escola. Pobre Icapuí, entregue à própria sorte, onde a educação é tratada com desdém e os estudantes são reféns de uma administração obscura. É urgente que a Câmara Municipal e o Ministério Público provoquem uma investigação profunda para abrir essa caixa-preta e devolver a dignidade aos futuros profissionais da nossa terra.


 
 
 

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