Compra de voto escancarada pelo prefeito En Icapui é assim
ICAPUÍ: MAIS DE 600 CONTRATADOS E A POPULAÇÃO COBRANDO O BÁSICO
Os números oficiais do Portal da Transparência da Prefeitura de Icapuí revelam uma realidade preocupante. Hoje, o município conta com 670 funcionários temporários, número superior ao de servidores efetivos concursados, que soma cerca de 590.
Essa proporção levanta questionamentos diretos sobre as prioridades da gestão municipal:
* Saúde com dificuldades: faltam veículos adequados para atender quem depende do transporte público para consultas e socorro médico urgente.
* Educação com carências: escolas da rede pública enfrentam problemas de estrutura e manutenção.
* Lazer e esportes parados: ginásios municipais seguem fechados, deixando a juventude sem alternativas de convivência e esporte.
Enquanto a máquina pública acumula centenas de contratos provisórios, a conversa que corre pelas esquinas da cidade é a de que esses cargos funcionam como moeda de troca política. A cobrança comum em épocas de eleição é transformar cada vaga temporária em votos de familiares e conhecidos para os candidatos apoiados pelo grupo do prefeito, incluindo o deputado federal Luiz Gastão e seus aliados estaduais.
Em uma democracia, o emprego público não pode servir de cabresto nem de barganha eleitoral. O voto do cidadão de Icapuí é livre, secreto e soberano.
Alerta às autoridades e à comunidade:
* Ao Ministério Público Eleitoral (MPE): cabe apurar se os contratos temporários estão sendo usados para pressionar trabalhadores e influenciar o resultado das urnas.
* À Câmara de Vereadores: cumpre fiscalizar o teto de gastos da folha de pagamento e exigir transparência nas contratações.
* À população: o cargo público pertence à cidade, e não a grupos políticos. O voto livre é a única garantia de serviços dignos para todos.



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