Esporte abandonado
- 8 de jun.
- 2 min de leitura
**Icapuí no escuro: O esporte abandonado e a gestão que ignora o básico**
O esporte em Icapuí atravessa um dos períodos mais sombrios de sua história. Longe de ser apenas uma questão estrutural, o cenário atual reflete o completo descaso de uma gestão que parece ter esquecido o papel transformador das atividades físicas para a nossa juventude e para toda a comunidade.
O símbolo mais recente e vergonhoso desse abandono foi o corte de energia na praça de esportes da Areinha de Mutamba. A situação chegou a um ponto crítico onde a concessionária, a Enel, precisou retirar o próprio medidor por falta de pagamento. É inadmissível que um espaço público, destinado ao lazer, à saúde e ao desenvolvimento social, seja privado de energia por inadimplência municipal.
Fica a pergunta que todo icapuiense faz: para que serve a Secretaria de Esporte? Qual a finalidade de uma gestão que não oferece o suporte mínimo necessário para que atletas e desportistas possam desenvolver suas modalidades?
Quem acompanhou os anos anteriores sente saudade de um tempo em que o futsal e diversas outras práticas esportivas funcionavam plenamente. Naquelas gestões, as atividades nunca foram interrompidas por falta de pagamento de contas básicas como a luz. O esporte tinha prioridade, tinha vida e, acima de tudo, tinha respeito.
Hoje, enquanto o prefeito prega um discurso de "renovação" — uma palavra que soa vazia diante de tanta ineficiência —, a população se questiona: para quem essa renovação começou? Se o básico, que é manter os equipamentos públicos em funcionamento, não é cumprido, o que esperar do restante?
**Atenção: protesto à vista**
Chegou à redação deste blog a informação de que os esportistas, indignados com a situação, estão se reunindo para cobrar uma solução imediata. O grupo avisa: se até amanhã a prefeitura não resolver a pendência da energia na Areinha de Mutamba, eles vão interditar vias públicas em um protesto por dignidade e respeito ao esporte icapuiense.
Icapuí não pode continuar agonizando sob uma administração que negligencia o patrimônio que pertence ao povo.


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