Opressão no governo municipal em Mossoró
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o Teatro de Sombras em Mossoró: Onde o Mérito é Expulso e as Cadeiras Têm Dono**
As portas do Palácio da Resistência, que por direito deveriam guardar a voz da comunidade, fecharam-se com o ferrolho da opressão. Um exército de homens e mulheres que devoraram livros, queimaram as pestanas por anos a fio e conquistaram o direito ao pão pelo suor do próprio mérito, bateu à porta da muralha municipal. Pediam apenas o direito de trabalhar pela saúde, pela educação e pelo amparo da cidade. A resposta do palácio? O braço forte da Guarda Municipal para arrastá-los para fora, para longe dos olhos da corte.
A engrenagem que move essa máquina é velha e conhecida. O governante tranca as portas para o mérito legítimo porque prefere alimentar o monstro dos cargos comissionados e dos contratos temporários — amarras de vento que transformam a subsistência em cabresto eleitoral, mantendo o cidadão refém em troca do voto na urna. Quem tem o direito de fato assiste ao banquete do lado de fora, enquanto os apadrinhados dividem as migalhas do poder.
Onde está o parlamento da cidade, que deveria ser o escudo da população? A Casa do Povo transformou-se em um imenso tapete. Dos vinte e um vigias que deveriam fiscalizar o castelo, dezessete estão de joelhos, curvados diante do trono, batendo palmas para o cortejo enquanto o bolso do trabalhador sangra para pagar o prejuízo. Até o antigo senhor da cidade, que hoje viaja os quatro cantos vestindo o manto da democracia e sonhando com o trono do Estado, engoliu a própria língua. Não move um dedo, não dá um conselho ao seu pupilo para que estenda a mão aos humilhados.
O inverno político está passando e o dia do acerto de contas se aproxima. Acorda, Mossoró! O ano traz o espelho das urnas. É a hora de olhar nos olhos de cada um e separar o joio do trigo: ver quem realmente estende a mão ao povo e quem só sabe pisar nos seus direitos fundamentais.



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