Presidente Lula continua vendendo ilusão
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O Resgate da Coerência na Política Nacional
Antigamente, a palavra empenhada na vida pública carregava a força de um documento assinado. Havia uma solenidade no trato estatal que garantia rumos claros para a sociedade. Hoje, infelizmente, o que se assiste é a um espetáculo de conveniências passageiras, onde a diplomacia se transformou em um palco de pirotecnia verbal moldado de acordo com o público do momento.
Essa dubiedade ficou evidente nos desdobramentos da cúpula do G7. Diante de líderes internacionais, o presidente buscou afinar sua imagem ao declarar que nunca foi esquerdista, defendendo que o equilíbrio global pertence ao "caminho do meio". No entanto, a geopolítica não tolera contradições por muito tempo. A resposta veio por meio de uma convocação de Washington para uma conferência neste mês de julho de 2026, focada no enfrentamento às correntes de extrema-esquerda.
É nesse cenário que a postura do Palácio do Planalto demonstra suas fragilidades. Enquanto o Itamaraty adota o silêncio, a população testemunha o velho hábito de governar apenas para a plateia. O governo atual especializou-se na comercialização de ilusões: proferem-se falas moderadas e sensatas no exterior para acalmar investidores, mas mantém-se o palanque ideológico inflamado internamente. Promete-se um avanço técnico, mas entrega-se apenas o vazio de promessas descumpridas.
O cidadão comum, distante dos debates virtuais, anseia por estabilidade e liderança real, cansado de aparências que evaporam após os aplausos. Governar exige uma bússola firme, não um jogo de espelhos focado no curto prazo. A confiança pública é um patrimônio que se destrói quando os refletores se apagam e a sociedade percebe que o poder escolheu o teatro das narrativas em vez do compromisso verdadeiro com o futuro do país.


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